A presença de médicos ocupando cargos políticos tem sido frequentemente usada como discurso de compromisso com a saúde pública. No entanto, a realidade enfrentada pela população dentro dos hospitais mostra um contraste alarmante entre a retórica e a prática.
Enquanto debates, discursos e autopromoção acontecem na Câmara Municipal, hospitais lidam com falta de estrutura, carência de profissionais e atendimentos precários. Casos recentes envolvendo a morte de bebês e mulheres reacenderam o debate sobre a real prioridade da gestão da saúde pública: salvar vidas ou sustentar narrativas políticas.
Especialistas e familiares das vítimas questionam: onde estão os profissionais que deveriam estar na linha de frente do atendimento? Para muitos, médico bom é aquele que está no hospital, atendendo, diagnosticando e salvando vidas, não apenas discursando em plenários.
A saúde pública exige presença técnica, responsabilidade e compromisso diário com o paciente. Chega de discursos vazios. A população quer profissionais onde eles são mais necessários: dentro dos hospitais, ao lado de quem sofre e precisa de atendimento digno.
O tema segue gerando indignação e cobrança por mudanças concretas, transparência e respeito à vida.
Coluna do Sincerão
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