O número de processos conduzidos pela advogada Viviane Barci de Moraes em Cortes superiores mais do que quintuplicou desde que o marido, Alexandre de Moraes, tomou posse como ministro do STF.
Segundo levantamento do Estado de São Paulo, o volume de ações saiu de 27 para 152. Um crescimento de 463%, desempenho que faria qualquer coach jurídico pedir o método.
A atuação de Viviane em Cortes superiores começou em 2001, mas foi só depois de 2017 que o escritório parece ter descoberto o modo turbo institucional. No STF, 22 dos 31 processos vieram após a posse do ministro. No STJ, o número impressiona ainda mais: 130 de 148 ações no mesmo período.
Em alguns casos, o trabalho é feito em família mesmo: filhos participam. Advocacia raiz, estilo almoço de domingo.
O escritório virou alvo de questionamentos após a revelação de um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, instituição que acabou liquidada em meio a suspeitas de fraudes.
Coincidentemente (ou não), o caso tramita no STF. O relator é Dias Toffoli, que também entrou no noticiário depois de uma viagem de jatinho para a final da Libertadores.
Após o passeio, veio o sigilo dos autos. Transparência, mas só até a página dois.
Escritório de Viviane atende empresas de grande porte
Entre os clientes estão empresas gigantes, construtoras, setor imobiliário e grandes prestadoras de serviços. Ou seja: não é escritório pequeno, é advocacia tamanho família tradicional brasileira.
A lei brasileira não proíbe familiares de ministros de atuarem no STF, apenas exige que o magistrado se declare suspeito.
Em 2023, o STF ainda flexibilizou a regra, permitindo julgamento mesmo quando o cliente pertence a escritório de parente, desde que haja outra banca no processo.
Traduzindo: pode jogar desde que tenha gandula.
Nada ilegal.
Nada provado.
Mas convenhamos: 463% não é crescimento, é milagre jurídico.
Repaginado por Coluna do Sincerão
Foto: Ricardo Stuckert / PR








